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quarta-feira, 6 de fevereiro de 2019

Aquecimento Global

O Aquecimento Global ou a Mudança Climática podem ser efeitos notaveis e perceptíveis na vida cotidiana. 

Porém, se o Aquecimento Global ou as Mudanças Climáticas são um fenômeno natural ou provocado,  ainda existe uma dissidência e pequena discussão na comunidade científica. 

Creio que a nossa ciência climática atual ainda não é capaz de concluir suas hipóteses. 

E também acredito que nós não precisamos da conclusão positiva ou negativa sobre o antropismo para ter bons hábitos. 

Preservar deveria ser uma condição óbvia, mesmo se a causa do Aquecimento não for humana.


Ciência vive uma epidemia de estudos inúteis

Uma pesquisa recente publicada pela Nature revelou que 90% dos cientistas reconhecem que existe uma crise de reprodutibilidade na ciência. Isso se deve em parte porque a forma de se produzir conhecimento na atualidade mudou tanto que seria quase irreconhecível para os grandes gênios dos séculos passados. “Antes se analisavam os dados em estado bruto, os autores iam às Academias reproduzir suas experiências diante de todos, mas agora isso se perdeu porque os estudos são baseados em seis milhões de folhas de dados brutos”, diz Ioannidis. Uma de suas análises demonstrou que a maioria dos estudos não fornece acesso aos dados brutos nos quais as conclusões se basearam. No final, os cientistas “acreditam no que veem, mas não existe uma forma de comprovar que está certo, e além disso não podemos usar esses dados posteriormente porque se perderam”, ressalta. Essa falta de transparência é um “dos maiores desafios” enfrentados pela ciência, afirma o médico.

O manifesto também denuncia que só são publicados estudos com dados novos, significativos estatisticamente e que apoiam uma teoria determinada. Muitos deles não trazem nada de valioso e, ainda pior, acabam sustentando com a estatística interpretações preconcebidas que não são certas. “Isso, lamentavelmente, não é descoberta científica, mas autoengano”, e pode multiplicar a quantidade de “falsos positivos”, diz o texto.

Como a ciência do aquecimento global ficou comprometida

Conflito interno e fachada externa
O sociólogo Hans Peter Peters diz que as alianças são comuns em todas as áreas do mundo científico. "A comunicação interna em todos os grupos difere da fachada", diz Peters.

Weingart também acredita que o funcionamento interno de um grupo não deve ser julgado pelos critérios do mundo exterior. Afinal, a controvérsia é a própria base da ciência, e "a demarcação e o conflito pessoal são inevitáveis". Mesmo assim, ele diz que a medida em que os lados cresceram na pesquisa climática é certamente incomum.

Prova conclusiva é impossível
Weingart diz que as ramificações políticas apenas alimentaram a batalha entre os dois lados no debate sobre o aquecimento global. Ele acredita que quanto mais politizada é uma questão, mais profundas as divisões entre os lados opostos.

O grande escrutínio público tornou a vida extremamente difícil para os cientistas. Em 2 de maio de 2001, o paleoclimatologista Edward Cook, do Observatório Terrestre Lamont Doherty, queixou-se em um e-mail: "Esse negócio da mudança climática está tão politizado dos dois lados da questão que é difícil fazer ciência em um ambiente desapaixonado". A necessidade de resumir conclusões complexas para um relatório da ONU só parece ter exacerbado o problema. "Eu tentei duramente equilibrar as necessidades da ciência e do IPCC, que nem sempre eram as mesmas", escreveu Keith Briffa em 2007. O pesquisador Martin Claussen, do Max Planck, diz que um excesso de ênfase foi dado ao consenso, em uma tentativa de satisfazer as demandas dos políticos.

E até os cientistas nem sempre estão interessados apenas na verdade da questão. Weingart nota que a maior parte do debate público é "apenas superficialmente sobre esclarecimento". Ele é mais sobre "decidir e resolver conflitos através de um acordo social geral". É por isso que é útil apresentar conclusões claras.

O tempo para respostas claras terminou
No entanto, parece impossível oferecer provas conclusivas na pesquisa climática. O filósofo científico Silvio Funtovicz previu esse dilema no início de 1990. Ele descreveu a pesquisa climática como uma "ciência pós-normal". Devido à sua grande complexidade, ele disse que era submetida a grande incerteza, enquanto ao mesmo tempo abrigava enormes riscos.

Os especialistas, portanto, enfrentam um dilema: eles têm poucas oportunidades de dar o conselho certo. Se não soarem o alarme, serão acusados de não cumprir suas obrigações morais. No entanto, as previsões alarmistas são criticadas quando as mudanças previstas deixam de ocorrer rapidamente.

As conclusões climatológicas provavelmente permanecerão ambíguas mesmo que ocorram novos progressos. Weingart diz que agora cabe aos cientistas e à sociedade aprender a conviver com isso. Em particular, ele adverte, os políticos devem entender que não existem resultados claros. "Os políticos devem parar de escutar os cientistas que prometem respostas simples", diz Weingart.

A manifesto for reproducible science

1,500 scientists lift the lid on reproducibility

Public Availability of Published Research Data in High-Impact Journals

Realismo Moral

O desenvolvimento humano pode ser medido em idade cronológica (medida pelo tempo) e idade biológica (medida pelo envelhecimento). A idade biológica, embora esteja constantemente sincronizada com a idade cronológica, pode variar um pouco, tendo em vista que algumas pessoas 'envelhecem' mais cedo do que outras: Calvice, Rugas, Artrites e Artroses. Quem nunca viu uma pessoa de 50 anos com aparência de 70 anos?

Neste aspecto, ainda temos uma terceira forma de observar o envelhecimento: A idade mental. A idade mental pode acompanhar a idade cronológica e biológica, mas nem sempre. Em alguns casos a idade mental pode estar atrasada ou adiantada em relação à crolonogia.

Sendo assim, da mesma forma como vemos pessoas aparentar fisicamente muito mais idade do que elas realmente tem, também é possível (porém mais complexo) avaliar a idade 'mental' das pessoas e notar que elas não acompanham a idade cronológica: Adultos se comportando como adolescentes ou adultos se comportando como idosos.

Jean Piaget foi um biólogo, psicólogo e epistemólogo suíço que desenvolveu a Teoria do Desenvolvimento Psicológico e o conceito de Realismo Moral.

O Realismo Moral se manifesta no período de 2 a 7 anos de idade, classificado como 2º Período: Pré-Operatório. Mas, embora ele se manifeste nas crianças de 2 a 7 anos, isso não impede a manifestação em adultos também.

Por exemplo: Um empregador diz que não pode deixar você sair mais cedo num certo dia, pois a regra tem que valer para todos e se ele te liberar, terá de liberar todos os outros colegas. Interessante, pois se ele te paga X, teria que pagar X pra todos os outros colegas também. Ou seja, para dividir os trabalhadores em faixas salariais há autonomia do gestor, mas para conceder folgas, a autonomia desaparece.

Outro exemplo sobre a questão da autonomia para decidir quais regras devem ser cumpridas ou desobedecidas está na situação do semáforo vermelho: Você está levando alguém que ama para o hospital. Esta pessoa está infartando no banco de trás do seu automóvel. É de madrugada e não há nenhum veículo trafegando nas ruas, o trânsito é praticamente deserto. No caminho para o hospital um semáforo fica vermelho. Você, que é adulto, e desenvolveu o Estágio de Consciência Autônoma, é capaz de avaliar o seguinte:
  • O semáforo existe para sincronizar o trânsito de automóveis;
  • O semáforo existe para sincronizar o trânsito e prevenir que acidentes ocorram;
  • Eu respeito o semáforo para organizar o trânsito e permanecer em segurança.

Porém, é de madrugada e portanto:
  • O semáforo existe para sincronizar o trânsito de automóveis, mas não há trânsito para sincronizar agora de madrugada;
  • O semáforo existe para prevenir que acidentes ocorram, mas não há outros veículos na pista para provocar acidentes;
  • Eu não preciso respeitar o semáforo neste momento pois:
    • Não existe trânsito para ser organizado;
    • Não há risco para minha segurança;
    • Eu tenho um bom motivo para avançar o semáforo vermelho (uma emergência médica).
O raciocínio acima é um exemplo de aplicação da Consciência Autônoma, ou seja, do adulto que tem autonomia para decidir: Ele compreende a função da regra e é capaz de decidir quando aplicar a regra.

O raciocínio de uma Consciência Heterônoma, no sentido oposto, não tem autonomia para decidir. Ele não compreende a funçaõ da regra e não é capaz de decidir quando deixar de aplicar a regra.

Na emergência médica acima, o motorista do automóvel (sem autonomia) prefere deixar o infartado morrer ao violar a regra de avançar o semáforo vermelho mesmo não havendo qualquer tipo de perigo de causar um acidente de trânsito.

O que é o estágio de Consciência Heterônoma?

O estágio heterônomo do desenvolvimento moral, proposto pelo psicólogo suíço Jean Piaget, é o segundo estágio de sua teoria do desenvolvimento moral. Esta fase ocorre durante os primeiros anos da infância, tipicamente entre os 2 e os 7 anos. Nessa fase, as crianças começam a entender as regras e regulamentos como fixos e absolutos, e acreditam que essas regras lhes são impostas por figuras de autoridade, como pais e professores. Eles veem essas regras como provenientes de uma fonte externa e acreditam que quebrá-las resultará em punição. Este estágio também é caracterizado por uma falta de flexibilidade e uma incapacidade de ver as coisas da perspectiva dos outros.

O estágio consciente heterônomo pode ser encontrado no comportamento dos adultos?

Na teoria do desenvolvimento moral de Jean Piaget, o estágio heterônomo é tipicamente associado à primeira infância e acredita-se que seja substituído pelo estágio autônomo na adolescência e na idade adulta. No entanto, alguns adultos podem apresentar comportamentos consistentes com o estágio heterônomo, como seguir cegamente regras e regulamentos sem questionar sua autoridade ou validade moral, ou mostrar falta de flexibilidade e incapacidade de ver as coisas da perspectiva dos outros. Além disso, alguns indivíduos ou grupos podem exibir comportamentos heterônomos em contextos específicos, como em uma cultura ou organização altamente conformista ou autoritária. 

É possível que adultos apresentem comportamentos condizentes com o estágio heterônomo do desenvolvimento moral, como proposto por Jean Piaget, em determinadas situações ou contextos. Por exemplo, em uma cultura ou organização altamente conformista ou autoritária, alguns adultos podem seguir cegamente regras e regulamentos sem questionar sua autoridade ou validade moral, ou mostrar falta de flexibilidade e incapacidade de ver as coisas da perspectiva dos outros. Além disso, alguns adultos podem continuar a ter crenças e atitudes heterônomas em certos aspectos de suas vidas, mesmo que tenham atingido um estágio mais autônomo de desenvolvimento moral em outras áreas.
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FLAVELL, H. J. Psicologia do Desenvolvimento de Jean Piaget. São Paulo: Pioneira, 2001.

(1) Jean William Fritz Piaget (9 de agosto de 1896 - Genebra16 de setembro de 1980) foi um biólogopsicólogo e epistemólogo suíço, considerado um dos mais importantes pensadores do século XX. Defendeu uma abordagem interdisciplinar para a investigação epistemológica e fundou a Epistemologia Genéticateoria do conhecimento com base no estudo da gênese psicológica do pensamento humano.

(2) A criança heterônoma julga segundo o realismo moral, isto é, as regras são seguidas ao pé da letra. Ela despreza as intenções dos atos e se apega a suas conseqüências, considerando como boa toda criança que segue fielmente às regras dos adultos.

(3) Piaget chama de realismo moral, a tendência da criança de considerar os deveres e os valores relacionados a eles como subsistentes em si. Ou seja, é algo imposto mas que a criança reconhece como sendo dela. Para explicar esse conceito, Piaget atribui três características: o dever é heterônomo, é ao pé da letra e acarreta uma concepção objetiva da responsabilidade.

(4) A heteronomia existe normalmente até por volta dos 6 anos de idade, e é uma fase em que as normas vêm do exterior, são impostas pelos mais velhos e aceitas pela criança. As normas sobre o que é bom ou mau são respeitadas atendendo às suas consequências (prêmio, elogio, repreensão ou castigo). Nesta fase existe um egocentrismo intelectual que não permite à criança abstrair-se do seu próprio ponto de vista e colocar-se no lugar do outro. A desculpa poderá existir, mais pelo receio da consequência do que pela sinceridade do reconhecimento do erro. Muitas vezes a criança pode aprender a manipular o adulto através do pedido de desculpas constante.

As crianças passam a considerar lei toda regra recebida dos adultos (pais e professores), respeitando–as pelo amor que têm em relação a eles e pelo medo da reação do adulto perante o descumprimento de uma das regras. Nesta fase as regras são obedecidas, mas não compreendidas pela sua função social. Portanto, as crianças são incapazes de julgar com coerência por não entenderem os critérios utilizados na formulação das normas.
A idéia de justiça é confundida com a idéia de lei e com a de autoridade. A justiça existe enquanto os deveres são cumpridos. Os deveres costumam vir sob uma forma pronta e acabada, e como imperativos a serem obedecidos. A justiça representa mais um ideal, uma meta, portanto algo a ser conquistado, um bem a ser realizado (TAILLE: 1992, P. 53).
Para julgar com justiça deve-se avaliar as partes e os acontecimentos, pesar as situações e refletir para depois decidir de forma sensata. Estes procedimentos não são possíveis na fase de heterônoma, a qual está presa à autoridade do mais velho, assim se a regra for infringida, o sujeito deve ser punido.  Para as crianças pequenas a justiça segue um certo mecanismo, todos que não respeitam as regras são naturalmente punidos, seguindo a idéia de justiça “imanente”.
A freqüência de crianças que afirmam a existência de uma justiça imanente diminui conforme a idade aumenta, dos mais novos (7 anos), para os mais velhos (11-12 anos).

(5) Na moralidade heterônima, os deveres são vistos como externos, impostos coercitivamente e não como obrigações elaboradas pela consciência. O Bem é visto como o cumprimento da ordem, o certo é a observância da regra que não pode ser transgredida nem relativizada por interpretações flexíveis. A responsabilidade pelos atos é avaliada de acordo com as consequências objetivas das ações e não pelas intenções. O indivíduo obedece às normas por meio da punição. Na ausência da autoridade ocorre a desordem, a indisciplina.

(6) Heteronomia Moral (Realismo Moral): Decorre dos 4/5 anos até aos 8/9 anos. Nesta fase, a criança sabe que as regras provêm de uma identidade superior (adultos, policias, deus, etc.) e sabe também que estas são absolutas, fixas e imutáveis. A criança julga uma ação (boa ou má) com base na sua consequência, não tendo em consideração a intenção do autor da ação, ou seja, a moralidade é determinada pelas consequências materiais. 

A criança tende a considerar que, sempre que alguém é punido, esse alguém deve ter feito algo de errado, assumindo uma conexão absoluta entre o castigo e o erro.

Para uma criança de seis anos, se um menino deixar cair um gelado num lago, ele é culpado por ter sido ‘desastrado’ e não deve ter outro gelado.

Piaget percebeu que uma criança pequena é incapaz de pensar em todas as circunstâncias atenuantes (não consegue pensar em todas as possibilidades), mas que um adolescente já consegue fazer julgamentos de uma forma justa e íntegra, sendo capaz de pensar em várias possibilidades e alternativas.

(7) Realismo Moral - Heteronomia - Há apenas o respeito à autoridade. Não há consciência, nem reflexão, apenas obediência. 

O certo é o cumprimento da regra e qualquer interpretação diferente desta não corresponde a uma atitude correta.

Um homem pobre que roubou um remédio da farmácia para salvar a vida de sua esposa está tão errado quanto um outro que assassinou a esposa, seguindo o raciocínio heteronômico.

Levar uma pessoa infartada ao hospital e ter que atravessar um semáforo vermelho numa madrugada sem trânsito é um crime sem justificativa. Matar em legítima defesa também.

A responsabilidade pelos atos é avaliada de acordo com as consequências objetivas das ações e não pelas intenções. O indivíduo obedece às normas por medo da punição. Na ausência da autoridade ocorre a desordem, a indisciplina.

terça-feira, 9 de outubro de 2018

Insanidade


INSANIDADE: Não fiquei satisfeito com as definições de insanidade que encontrei no dicionário.

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Percebemos o mundo externo e, neste contato com o exterior, talvez não tragamos para dentro da gente exatamente o que estava lá fora. Sanidade seria, então, a capacidade que uma pessoa tem de trazer para dentro de si o que está no mundo lá fora com a maior fidedignidade: Saber olhar para o mundo e estar apto a interpretá-lo da maneira mais objetiva com que a realidade pode ser alcançada.
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Quando a imagem interna que fazemos do exterior reflete o mundo de fora com exatidão, compreendemos a realidade sob as lentes da sanidade.
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Insanidade, então, seria um grau degenerado de interpretação do mundo exterior, fazendo o nosso mundo interior diferir de tal forma que nossos depoimentos sobre o mundo, considerado real, não sejam reconhecidos.
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Todavia, se outras pessoas reconhecem nossos depoimentos, podem ter distorções tão graves quanto as nossas. O que transformaria o homem de maior sanidade em um louco, pois, apesar deste descrever a realidade exatamente como ela é, em relação à sua sociedade, não é compreendido.
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Insanidade, então, nem tem tanto a ver com a sua percepção real e objetiva do mundo que te cerca, mas, insanidade é muito mais relacionada à diferença da sua percepção em comparação à percepção do grupo de pessoas que te cercam.
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Sanidade seria acompanhar as noções do real da sua comunidade. Pelo menos para parecer são entre os outros, o que não alivia os seus conflitos internos. Principalmente se você consegue se dar conta, em algum momento, que começou a introjetar imagens distorcidas do mundo lá fora. Quer, mas não consegue ver através das suas lentes já tão gastas e cansadas.
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Sanidade também pode ser um simulacro. Conhecer o mundo real exatamente como ele é. A mais pura sanidade, mas saber também descrevê-lo distorcido para todos aqueles que te cercam.
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Insanidade também pode ser um simulacro. Desconhecer o mundo real, tê-lo distorcido dentro de si, mas saber também descrevê-lo menos distorcido para todos aqueles que te cercam.
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E em todos os casos, tentar não ser descoberto. Pelo menos, até enquanto isso seja conveniente.


segunda-feira, 16 de abril de 2018

Capitalismo para os Pobres

Se for pra comunidade carente, praticamente todo mundo tem celular, todo mundo tem geladeira, todo mundo tem televisão, todo mundo tem microondas. Agora tem tudo isso, agora não tem saneamento básico, não tem uma casa legalizada, ou regulamentada com escritura porque ainda não é dele aquele terreno que ele mora há 50 anos. Tudo que o capitalismo oferece, o pobre consegue comprar. Ele pode não conseguir comprar tão rápido quanto o rico, tão bom quanto o rico... mas ele tem! E ele consegue priorizar. Eu acho que um grande erro, e o brasileiro é campeão nisso, é a gente querer achar que o pobre não pensa, que ele não sabe escolher o que é melhor pra ele. O pobre sabe escolher o que é melhor pra ele. Ele pode ser pobre por N motivos, mas nenhum desses motivos é porque ele não é capaz de fazer as melhores escolhas pra vida dele. A gente fica se colocando na posição dessa elite ignorante e estúpida de definir o que é melhor pra vida do pobre. "Ah, não pode dar dinheiro pro pobre senão ele compra de cachaça, senão ele compra isso..." Essa é uma minoria que sempre vai existir, como também existe entre os ricos quem compra de cocaína e suas drogas um pouco mais caras. O pobre quando pode escolher faz isso muito bem. A grande barreira hoje nesse país e em qualquer lugar do mundo pra pobre ficar médio, chama-se Governo, chama-se Estado. Um absurdo um pobre ter smartphone, como a empregada doméstica da minha casa tem smartphone - não é um iPhone, mas é um smartphone. E a casa dela não tem esgoto porque ela não pode comprar o esgoto na linha privada. Ela não pode querer que alguém leve esgoto pra casa dela porque é um monopólio Estatal. Ela não pode fazer um movimento com o pessoal da comunidade pra ter um ônibus levando e trazendo ela da comunidade dela pra Aldeota onde eles trabalham porque é proibido por Lei. Ela não pode regulamentar a vizinha dela que em vez de trabalhar na casa dos outros fica com os filhos das redondezas - toda mãe deixa o filho lá e paga 100 reais por mês pra ela - ela não pode chamar isso de creche senão ela tem uma regulamentação em cima do MEC. Então, as barreiras que o pobre tem pra subir de vida chama-se Governo, regulamentação e Estado. Quando a gente libera, acontece isso: uma demanda ociosa de lugares mais pobres, uma demanda ociosa de onde a gente menos espera. Eu sempre digo isso: o rico dá um jeito, meu amigo. O Brasil é o melhor lugar do mundo pro rico viver. Se ele tiver com paciência ele vai em Miami e compra a roupa que ele quer pelo preço que o americano compra. É muito ruim pro pobre. O pobre que não vai nos Estados Unidos comprar, o pobre é que tem que pegar ônibus quando não tinha Uber (e agora paga mais caro no Uber por culpa do Estado). O rico andava de carro ou trocava o carro pelo Uber em vez de procurar vaga ele não precisa mais disso. O trauma do rico é o trânsito, o trauma do pobre é ter que acordar trêos horas mais cedo pra ir no trabalho. A gente tem que passar a respeitar as pessoas mais pobres. Como o senhor foi muito feliz em dizer, elas demandam coisas. A demanda ociosa é a do pobre. É o pobre que não tem como se locomover, é o pobre que não tem esgoto, é o pobre que não tem escolas. 

https://www.facebook.com/profrodrigomarinho/videos/1129746173803957/

https://www.facebook.com/rankingdospoliticos/videos/1521328994652139/

quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

Uma aula sobre hipocrisia

O professor de filosofia entrou na sala e deu uma tarefa para a turma: Tínhamos 5 minutos para ler o capítulo 3 do livro indicado.

Nós, alunos, sabíamos que 5 minutos era insuficiente para ler o capítulo todo. Mas quem seria o louco de desafiar a autoridade do professor, pedindo mais tempo? Portanto, obedecemos e começamos a atividade, silenciosamente.

Terminados os 5 minutos, o professor perguntou: "Quem terminou de ler?"

Os alunos levantaram suas mãos.

Então o professor deu uma risadinha cínica e disse: "Somos todos mentirosos!"

A turma ficou sem entender.

"É sim, somos todos mentirosos. Todos levantaram a mão dizendo que terminaram de ler. Mas em 5 minutos não dá tempo de ler o capítulo todo. Eu sei que não dá tempo. Olha aquele aluno ali: nem abriu o livro e levantou a mão. Olha aquele outro: não saiu da sexta página, também levantou a mão. Aquele outro tem leitura na velocidade da luz, passou todas as páginas como se fosse o The Flash. E tem aquele outro que só leu a última página do capítulo durante todos os 5 minutos."

"Nós somos todos mentirosos. Mentimos o tempo todo!"


"Vocês fingem que aprendem. Eu finjo que ensino. E a escola finge que me paga!"

quarta-feira, 10 de maio de 2017

Sorte ou Azar

Era uma vez um menino pobre que morava na China e estava sentado na calçada do lado de fora da sua casa. O que ele mais desejava era ter um cavalo, mas não tinha dinheiro. Justamente nesta dia passou em sua rua uma cavalaria, que levava um potrinho incapaz de acompanhar o grupo. O dono da cavalaria, sabendo do desejo do menino, perguntou se ele queria o cavalinho. Exultante o menino aceitou. Um vizinho, tomando conhecimento do ocorrido, disse ao pai do garoto: "Seu filho é de sorte!" "Por quê?", perguntou o pai. "Ora", disse ele, "seu filho queria um cavalo, passa uma cavalaria e ele ganha um potrinho. Não é uma sorte?" "Pode ser sorte ou pode ser azar!", comentou o pai.

O menino cuidou do cavalo com todo zelo, mas um dia, já crescido, o animal fugiu. Desta vez, o vizinho diz: "Seu filho é azarento, hein? Ele ganha um potrinho, cuida dele até a fase adulta, e o potro foge!" "Pode ser sorte ou pode ser azar!", repetiu o pai.

O tempo passa e um dia o cavalo volta com uma manada selvagem. O menino, agora um rapaz, consegue cercá-los e fica com todos eles. Observa o vizinho: "Seu filho é de sorte! Ganha um potrinho, cria, ele foge e volta com um bando de cavalos selvagens." "Pode ser sorte ou pode ser azar!", responde novamente o pai. Mais tarde, o rapaz estava treinando um dos cavalos, quando cai e quebra a perna. Vem o vizinho: "Seu filho é de azar! o cavalo foge, volta com uma manada selvagem, o garoto vai treinar um deles e quebra a perna." "Pode ser sorte ou pode ser azar!", insiste o pai.

Dias depois, o reino onde moravam declara guerra ao reino vizinho. Todos os jovens são convocados, menos o rapaz que estava com a perna quebrada. O vizinho: "Seu filho é de sorte..."

Assim é na vida, tudo que acontece pode ser sorte ou azar. Depende do que vem depois. O que parece azar num momento, pode ser sorte no futuro.

Do livro: O Sucesso não Ocorre por Acaso - Dr. Lair Ribeiro - Ed. Objetiva

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Massacre em Columbine


https://www.youtube.com/watch?v=1NOFSOeOBsk

Mas de quem é a culpa?

Todos os especialistas têm a resposta:

- A sub-cultura violenta do heavy-metal.
- Cadê os pais?
- Os filmes violentos.
- South Park.
- Videogames.
- A Televisão.
- Os meios de comunicação
- O Diabo.
- Os desenhos animados.
- Armas de brinquedo.
- A Sociedade.
- As drogas.
- O roqueiro Marilyn Manson.
- O roqueiro Marilyn Manson.
- O roqueiro Marilyn Manson.
- O roqueiro Marilyn Manson.

Marilyn Manson cancelou pelo menos 5 datas da sua turnê americana, por respeito por todos os mortos de Littleton. Mas o cantor afirma que: "Artistas como ele, não são os culpados."

Citação: "Este é talvez o grupo mais doente já promovido por uma gravadora de grande porte."

Refrão: "Eu não sou escravo de ninguém nem de um Deus que não existe."

Depois do massacre de Columbine, pensou-se que a única explicação... era que os assassinos escutavam Marilyn Manson. Dois anos depois de Columbine, Manson finalmente voltou a Denver.

Citação: "O festival Ozzfest convidou o controverso "rocker" a voltar a Denver."

As associações religiosas de direita protestaram. Mas pensei que seria melhor se ouvisse o que ele tinha para dizer.

Marilyn Manson: "Quando era adolescente a música era um escape. Era a única coisa que não tinha qualquer tipo de julgamentos. Põe um disco para tocar e ele não vai criticar o que você está vestindo. Não te faz você se sentir mal.

Citação: "Se alguém pensar que: Quem vai a um concerto de Manson, amanhã começa a cometer atos de violência. Nem todos. Mas todos que vêem um anúncio de carro compram um? Não. Mas alguns sim!"

Marilyn Manson: "Eu compreendo muito bem porque é que eles me escolheram. Porque é fácil pôr a minha cara na TV. Porque, no fim de contas eu sou aquele de quem têm medo. eu represento tudo aquilo que os amedronta, porque digo e faço o que quero."

Citação: "Se Marilyn Manson vem à nossa cidade e promove ódio, violência, suicídio, morte, droga e comportamentos como os de Columbine. Então eu digo: NÃO sem resposta à altura!"

Marilyn Manson: "As duas conclusões que saíram de toda aquela tragédia foram... a violência na mídia e o controle das armas. E não se podia falar disso, com a aproximação das eleições. Ah e também esquecemos o caso "Monica Lewinsky", Esquecemos que o Presidente jogava bombas em outro país. Mas eu é que sou o Mau, porque faço música rock. Quem é que tem mais influência, o Presidente ou Marilyn Manson? Adoraria dizer que sou eu, mas acho que é o Presidente."

Entrevistador: "Sabia que no dia em que aconteceu aquilo em Columbine os EUA jogaram mais bombas sobre o Kosovo do que em qualquer outro dia?"

Marilyn Manson: "Eu sei disso, e acho realmente irônico... mas... ninguém disse que talvez o Presidente tenha influenciado este comportamento violento porque a mídia não têm interesse em que pareça assim. Quando você vê a informação na televisão é bombardeado com medos: catástrofes, AIDS, mortes. E os cortes comerciais: "Compra cremes, compra "Colgate". "Se tiver mau hálito ninguém fala com você." "Se tiver espinhas as garotas não fodem com você." E é uma campanha de consumismo e medo. A idéia global é de manter as pessoas no medo, porque assim eles consomem. Eu acho que tudo se resume a isto."

Entrevistador: "Se tivesse algo a dizer diretamente para as crianças de Columbine, o que lhes diria?"

Marilyn Manson: "Eu não diria nada, simplesmente ouviria o que eles têm a dizer. Acho que foi isso que ninguém fez."